Há duas semanas, Renata Zilse publicou um artigo no Webinsider que gerou grande discussão pelas comunidades online. Renata reclamava que […]

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Sobre especialização e mercado de trabalho

Há duas semanas, Renata Zilse publicou um artigo no Webinsider que gerou grande discussão pelas comunidades online. Renata reclamava que vagas como a de um Webdesigner que conheça: “Photoshop, Ilustrator, Flash, Dreamweaver, CSS, PHP, ASP, Javascript” ofereciam altos salários e não encontravam candidatos.

Os designers da comunidade se levantaram para protestar, dizendo que PHP e ASP não são coisas de designer, que é melhor que cada um se especialize em sua área, e etc. Eu concordo completamente com a crítica, mas gostaria de perguntar: você realmente se especializou em sua área? Como?

A lei mais básica do capitalismo, a lei que rege qualquer negócio no mundo em que vivemos, está sendo solenemente ignorada por aqueles que tem um precioso produto a vender: sua força de trabalho. Esta lei universal é a lei da oferta e da procura.

A lei da oferta e da procura diz que há duas grandes forças que regulam o preço de qualquer coisa que se venda. Uma delas é a quantidade disponível daquilo. É por isso que bananas são mais baratas que diamantes, porque há meios baratos de produção de bananas em grande quantidade, logo, há muita banana disponível na feira e no supermercado, enquanto os diamantes naturais são raríssimos, e mesmo os artificais são muito, muito mais raros que as bananas. À quantidade disponível de qualquer produto dá-se o nome de oferta. Quanto maior a oferta, menor o preço.

A segunda lei do preço é a lei da procura, ou seja, de quanta gente deseja ter determinado produto. Uma demonstração óbvia da lei da procura é o preço dos guarda-chuvas vendidos na rua por ambulantes. Em um dia de sol você pode comprá-los na porta do metrô pela metade do preço do dia de chuva.

A parte complicada, e ao mesmo tempo divertida, é que as duas variáveis do preço, a oferta e a procura, mudam com o tempo. Antes da Era Industrial e do advento do automóvel, por exemplo, não valia muito ter uma grande reserva de petróleo no subsolo do seu quintal. Mas tudo mudou quando descobriram que essas toneladas de dinossauros fósseis podiam fazer coisas como mover automóveis e fabricar embalagens. A lei da procura transformou o petróleo num tesouro. E com o tempo as pessoas descobriram algo interessante a respeito do petróleo: ele acaba. O petróleo está se tornando escasso. Isso o torna caro, atormenta a economia mundial e motiva guerras. É a lei da oferta em ação.

Agora veja, entrei nesse negócio de internet em 1996. Daquela época, até o estouro da bolha, havia muita procura por gente capaz de construir um website. Me lembro de ver amigos veteranos da informática frustrados porque tinham que gerenciar rapazes que sabiam apenas HTML e que, por isso, ganhavam tanto quanto eles. A bolha pontocom gerou uma grande procura por profissionais de Internet, e como isso era algo muito novo, e não haviam escolas ou cursos disso, a oferta desses profissionais era muito pequena. Isso causou fenômenos estranhos, como webdesigners mal preparados ganhando salários de físico nuclear.

Deixe-me ser pessimista agora: depois da bolha, a procura diminuiu muito. E, infelizmente, a oferta continuou aumentando. Faculdades e mais faculdades de “webdesign”, “design interativo” e “design digital” despejam milhares de novos webdesigners no mercado todo ano. Isso sem falar nas escolas de informática oferecendo a cada esquina cursos de “Flash, Photoshop e Dreamweaver”, que também se apresentam ao mercado como “webdesigners”. Qualquer um que já precisou contratar sabe o que é isso, publicar uma vaga de webdesigner, esperando receber alguém com competências valiosas, e receber centenas de currículos de pessoas que dominam “Flash, Photoshop e Dreamweaver”.

Uma dica para quem fez faculdade: tenho recebido muitos currículos de gente cuja única diferença que a faculdade faz em seus currículos é uma linha dizendo onde e em que ano se formou. Se tirar aquela linha, o currículo fica igualzinho ao daqueles que fizeram um curso de 40 reais por mês na escola de informática da esquina. Foi para isso que você fez faculdade?

Entenda: se você sabe HTML, Flash, Photoshop, Fireworks e Dreamweaver, você não é um diamante, é uma banana. Recebo centenas de currículos iguais ao seu cada vez que publico uma vaga. E quem realmente precisar de um profissional que saiba apenas isso vai pagar pelo mais barato. Não é assim que você compra bananas na feira, pelo preço?

Para os programadores, há alguns anos que o livro “Java, Como Programar”, que por sinal é excelente, está na lista dos mais vendidos, várias vezes em primeiro lugar. Isso não o preocupa? Houve um tempo em que um programador Java era uma raridade no mercado. Lembro-me de um empregador que pagou uma fortuna num curso para que toda a sua equipe aprendesse Java. Hoje é mais difícil às vezes encontrar um bom programador ASP 2.0 do que um bom programador Java. Então, entenda, se você leu “Java, Como Programar”, sabe SQL, HTML e JSP, e só, não é um diamante, é uma banana.

Quando linkei o artigo da Renata em meu blog, alguns dos comentários deixados lá, e muitos dos e-mails que recebi eram de gente reclamando. Reclamando, por exemplo, que a maioria das vagas pede gente com dois anos de experiência, e ninguém dá lugar aos novatos. Reclamando que os empregadores são gananciosos, e querem contratar alguém que faz tudo, layout, programação, manutenção de servidores e faxina do escritório.
Posso contar um segredo? O mundo não é justo, e ninguém prometeu que iria ser. E reclamar não adianta. É verdade, as empresas querem alguém com experiência, e não dão lugar aos novatos. Elas querem a garantia de que estão empregando bem seu dinheiro, e pedir experiência na área e referências é uma maneira de se sentir mais seguras. É verdade também que o empregador vai tentar pagar o mínimo possível por determinada função. Principalmente se milhares de candidatos estiverem disputando a vaga. Sabe quando você vai comprar alguma coisa e faz pesquisa de preços? Funciona exatamente da mesma maneira.

Suponha que você precise desenvolver um site multi-idiomas, que atenda gente que usa carcteres não-latinos. Algo que tenha, por exemplo, suporte a árabe, hebraico, japonês, chinês, coreanos e russo. Agora tente encontrar gente habilitada a trabalhar com Unicode para fazer isso. Percebeu a oportunidade? Tente encontrar alguém habilitado a lidar com Ruby-on-Rails hoje. Tente encontrar um designer que saiba, de verdade, preparar sites para dispositivos móveis. Tente encontrar alguém que conheça um grande publicador de conteúdos, como o Vignette, e consiga converter sites de muito conteúdo para layout Tableless sem dor de cabeça, sabendo o que está fazendo. Para melhorar, consiga que esse sujeito ainda faça CSS de impressão, de handheld, e RSS do conteúdo. Ou tente achar um bom programador, hábil em metodologias ágeis, como eXtremme Programming, e que saiba trabalhar com o Subversion. Ou um designer, com qualquer nível de especialização e habilidades, que consiga manter seu HTML dentro do Subversion ou do SourceSafe. Ou alguém habilitado a gerenciar uma equipe multidisciplinar, atendendo clientes em dois ou três idiomas. Ou alguém que saiba trabalhar de verdade com streamming de vídeo, ou capaz de integrar seu site com a rede do bittorrent, ou usar APIs de serviços da Internet para construir bons mashups, ou que saiba vender arquitetura de informação para clientes grandes, como bancos e estatais.
Percebe onde quero chegar? Seja um diamante, uma peça rara no mercado. Pare de reclamar que ninguém te dá oportunidade e cuide de sua própria carreira.

Algumas pessoas tem perguntado porque não oferecemos cursos de Dreamweaver ou Flash. O anúncio de que o novo Fireworks gera código CSS gerou uma nova onde de e-mails. A resposta é simples: eu não vendo um produto em que eu não acredito. As pessoas não fazem os cursos da Visie para começar na área. A maioria dos nossos alunos é profissional de Internet e busca nossos cursos para fazer diferença em suas carreiras. Não queremos colocá-los para competir com o rapazinho que fez um cursinho de Dreamweaver na escola da esquina de casa.
De vez em quando um ex-aluno me procura no MSN para agradecer pelo que o curso fez na carreira dele. Essa é nossa motivação! Queremos oferecer cursos que o ajudem a se tornar um diamante. Foi por isso que lançamos o primeiro curso de padrões web e tableless do Brasil, é por isso também que lançamos o primeiro curso de Ajax de que tenho notícias.

Fireworks? Sinceramente, aprenda naquela escola na esquina da sua casa, se você realmente precisa disso.

48 Responses to “Sobre especialização e mercado de trabalho”

  1. […] Sobre especialização e mercado de trabalho. […]

  2. Fantástico! ótimo texto que expressa perfeitamente minha opinião.

  3. E qual o problema com o fireworks??

    Ótimo texto!

  4. Tiago Heineck disse:

    Muito bom texto mesmo, sobre a faculdade, para ser um profissional não vi ser dentro da faculdade e nem cursos que vai conseguir ser, mas sim no dia-a-dia, trabalhando, se atualizando, a faculdade ou curso te dá apenas a noção e infelizmente em algumas muito vaga ainda, mas profissional somente trabalhando e mostrando a cara… um webdesigner não precisa ter faculdade para ser um webdesigner, ele tem que ter conhecimento do que ele faz, seja ele saído de cursinho da esquina ou faculdade, o que vale é o conhecimento, experiência e vontade de aprender… existem webdesigner ótimos que talvez nunca tenham pisado nem mesmo na escola de informática da esquina.

    no mais… concordo com tudo.. parabéns pelo blog

  5. Problema nenhum com o Fireworks, Maicon. Só quis dizer que ter Fireworks no currículo não significa muito.

  6. André Valongueiro disse:

    Realmente o artigo é muito interessante e válido!
    Eu já havia feito algumas reflexões sobre essa questão…Eu, por exemplo, comecei a trabalhar com Web a pouco tempo e tenho vários amigos que já estão nessa faz um bom tempo!
    Mas percebo que alguns profissionais são realmente relapsos com relação a iniciar estudos numa área de desenvolvimento que não dominam ainda. Alguns desses amigos ainda desenvolvem aplicações fora dos padrões web e n demonstram nenhum interesse em aprender Tableless ou Ajax!
    Deixo aqui uma dica para um artigo sobre a melhor maneira de tornar-se um “diamante” no mercado fazendo uso de habilidades pessoais que nem todos os desenvolvedores possuem! No meu caso, por exemplo, me formo em jornalismo esse ano e um bom diferencial que posso vir a ter é a capacidade de produzir um conteúdo bem estruturado para um página, com bons textos informativos e publicitários! E percebo que muitos desenvolvedores dominam várias das ferramentas “bananas” que vc citou mas não são capazes de redigir um conteúdo legal para uma página na qual estão trabalhando!

    Fica minha dica p/ um próximo post!

    Abração!!!

  7. daniel disse:

    Texto muito bom !

  8. Marcelo disse:

    Realmente a algum tempo usava o fireworks e dream… Mais sempre me interesei em aprender a raiz da coisa, por isso aprendi a programar em PHP e sempre me atualizo pra tentar ficar em destaque, agora estou aprendendo o css mais a fundo o que eu sabia era o básico, e depois que comecei a aprende-lo, posso dizer que a muito tempo não abro o fire, apenas quando preciso de uma imagem, mais para o layout é tudo em css e tableless…

    Esse curso da visie é muito bom, quando dei um lida no que era ensinado fiquei de boca aberta, e sabia que se conseguise fazer esse curso ganharia um destaque sobre outros ‘webdesigns’ daqui, pena que o dinheiro ta curto, mais estou querendo fazer, justamente por isso, pra ser um diamante!

  9. Gostei do artigo e da visão em relação ao assunto abordado… me identifiquei muito com esta visão e o que penso é que, se a maioria dos profissionais (experientes e iniciantes) pensassem dessa maneira, teríamos uma mão-de-obra mais qualificada nesta área.

  10. Ótimo artigo!
    Parabéns!
    É bem essa mesmo a realidade atual!

    Abraços!

  11. Márcio Sancho disse:

    Meu brother você falou tudo. O negócio é esse, deixar de ser qualquer um pra se tornar “o cara”…rs
    Ótimo texto. Sucesso.

  12. Robson disse:

    Ótimo texto Elcio.
    Parabéns!

    Abraço

  13. André Rodrigues disse:

    É! Eu sou um banana em todas as áreas da informática… Acabei de descobrir isso !

  14. Pedrão disse:

    A questão que fica é: quanto vc paga pelo cara que sabe tudo aquilo que vc quer que saiba?
    A resposta é: o valor do mercado!!! Claro!! Não vou pagar mais 1 centavo do que o mercado paga, afinal não sou louco!
    Ou seja, ele sabe bem mais do que as bananas, mas vc não paga por um diamante. Afinal, quantas joalherias vc vê nas ruas e quantas feiras vc encontra em uma semana?
    Que paradoxo né?
    Abração Élcio!

  15. Victor Hugo Bueno disse:

    É impossível biológicamente saber metade das coisas que foi citado. Pelo que entendi, você deve escolher na internet uma das coisas que parecem estar virando moda, aprender correndo, e esperar o ínicio da próxima “moda” para estar atualizado e virar o “diamante” sem conhecimentos profundos em alguma coisa.

  16. André disse:

    Perfeito… vou divulgar isso para um grupo de designers que conheço…. eles vão ficar loucos da vida… problema deles.

    Abs, André

  17. Marcos V. Bohrer disse:

    Venho aqui expressar a minha posição, não na forma de puxa saco, mas da experiência real de um desenvolvedor ainda pequeno.

    Eu trabalhava com o conjunto FW e DW, pra ser sincero, quando fiz o curso na época pela Atípico eu usava o DW só por causa do editor de código que ia preenchendo as tags conforme ia digitando.

    Ai fui me aprofundando e buscando ferramentas alternativas, até que um dia baixei um tal de notepad2 e é o que uso hoje.

    Quando ao FW eu tinha muitos arquivos que montava o layout nele, ainda sou “orbigado” a usar, mas hoje em dia, depois de várias pesquisas, uso o Gimp, e garanto que com uma boa pesquisa você consegue ótimos tutorias na net.

    Aqui deixo o meu relato de satisfação quanto ao curso, e a minha visão sobre desenvolvimento mudou completamente após o que me fez aprender mais sobre cada coisa que usamos aqui!

    Parabéns novamente Élcio e Diego!

  18. Gabriel Caires disse:

    Olha cara concordo plenamente com você, o cara que se diz profissional só com aquele curso da esquina vai ser um cara profissional limitado.Acho que isso vem um pouco da cultura do país, que adora aquela história de ser experto. E sobre a não tem como dizer se o cara é bom só pela ferramente que ele usa, sem brincadeira nenhum eu já vi gente desenhar no paint um layout muito melhor que muita gente que se diz desenvolvedor de layout no Photo.Até porque o que é saber mexer no Photo ou no Fire?

    Parebens pelo artigo e pela excelente forma de pensar
    Um abraço.

  19. Neopulsifer disse:

    O que o Pedrão falou é verdade. Bate um puta desânimo se dilapidar até tornar-se um diamante e depois ser obrigado a vender-se a preço de banana.

  20. ALEXANDRE disse:

    FAÇAM O CURSO E SERÃO DIAMANTES

  21. eduardo disse:

    nao bem assim alexandre…
    Quanto mais fera você se tornar, o mercado ira exigir mais ainda…
    E um processo sem fim… vc nunca sera bom, e os empregadores nunca estarão satisfeitos…
    A respeito do artigo, nao concordo com muita coisa, mas é um bom artigo…
    Abraços

  22. Alan disse:

    Acho muito boa a iniciativa do pessoal do tableless em oferecer estes cursos.

    Mas queria ressaltar que boa parte do material citato pelo Élcio está na web (com exceção de alguns mais específicos onde encontro dificuldade de encontrar como o IBM WebSphere ou Vignette)

    Para quem entende um pouco de inglês tem um prato cheio… é só ter os feeds certos =)

    Este tipo de curso são bons para uma “atualização relâmpago” e orientar o pessoal que está começando…

  23. Ciro Feitosa disse:

    Muito bom o texto. Rude em algumas passagens, mas é o seu ponto de vista. Acredito que quem está preocupado com sua carreria, vai atrás, corre, estuda, caso contrário, vai continuar sendo um “banana” no mercado. Foi bom você ter despertado isso.

    Abraço!

  24. Erick Wilder disse:

    Olha, o texto é ótimo mesmo, parabéns.
    É por esse motivo que hoje não mexo mais com Flash da maneira como antes. Hoje em dia me dedico a programação PHP Avançada e Web Standards e espero continuar atualizado. Porém chega uma hora em que tudo vira “banana”. Implementar padrões será obrigação de qualquer profissional daqui a um tempo e quem escreve HTML 4.1 ficará de fora do mercado. PHP é uma linguagem difícil de se ter um diferencial, por ser open source, grátis, fácil de aprender e tantos outros motivos. Porém pretendo dominá-la de todas as maneiras.
    Com certeza pretendo trabalhar com outras tecnologias, mas sou contra a visão de ser “super-homem”, pois ninguém consegue trabalhar bem, criando soluções reais com PHP, ASP, [qualquer coisa].NET, JSP,Ruby on Rails, Python, Pearl, ColdFusion e outras não-web com C, C++, C#, Java e tantas outras por ai. Se um cara diz que programa tudo isso, talvez programe, mas ninguém garante que ele seja um “diamante” em todas elas (ou não tem vida social nenhuma rsrsrs).
    Ontem, estava até tarde plugado na net, lendo (e testando) Xforms, e creio que em um futuro proximo, XHTML, Xforms e Tableless serão as próximas “bananas” do mercado. É um processo natural, cabe a cada um estudar e manter-se com um diferencial.

    Parabéns pelo texto.

  25. Daniel Gianni disse:

    Mais do que especialização, vejo que a capacidade de sempre buscar conhecimento e reciclá-lo é o grande diferencial do mercado. Todos temos que aprender a aprender. Para acompanhar a dinâmica da tecnologia precisamos de ser dinâmicos em nosso aprendizado, acredito sim na especialização em generalidades. (risos)

  26. Reinaldo disse:

    Só queria deixar uma pergunta no ar: por que todo site desenvolvido com o chamado “table-less” é simplório e tem cara de blog?

    Quem escreve pelo menso sabe utilizar quase totalmente a técnica, mas ainda se vê frustado com os odes a tecnologias mal-resolvidas.

    Abs.

  27. Luiz Henrique disse:

    Olá. Artigo bem interessante.

    Tento sempre comparar a área de T.I com a área de Engenharia, pois pra mim fica mais fácil saber se estamos (nós os profissionais de T.I) indo na direção certa ou não.

    Trabalhei algum tempo numa empresa de Engenharia, e posso afirmar que existem profissionais para tudo em um projeto desse tipo.

    Engenheiro precisa saber ler uma planta feita por um arquiteto, mas não precisa saber fazer detalhes nesse tipo de planta, pois para isso existe o arquiteto!

    Creio que os projetos de T.I ainda estouram os prazos e entregam produtos que não atendem ao problema do usuário, como deveriam, justamente porque um programador web, por exemplo, deve ser um DIAMANTE, e não apenas um bom programador web… enfim, não quero me extender nesse assunto, concordo com você que o mnundo não é justo, mas existem muitas aberrações no mercado de T.I que só prejudica o próprio mercado de T.I!

    Fui até o site clickjobs e vi muitas ofertas de emprego que são totalmente “sem de noção”. Acho que os profissionais de RH também deveriam se especializar para saber o perfil certo de profissional que a vaga exige. Enfim… o assunto é longo e polêmico, mas muito válido.

  28. ola meninos!
    Otimo texto!
    Diamantes são raros e bem pagos. Eu não tinha espaco no mercado aqui, acabei sendo contratata para trabalhar lah fora. E soh fui contratata pois alem de ser designer, era capaz de programar em PHP, JavaScript. lidar com SQL e fazer arquitetura da informacao para sites dinamicos. Isto, em 2003!

    Jah trabalhei para empresas. No começo, o fato de você ser indispensável é um motivo para seu contratante ser feliz, pois ele sente que encontrou um diamante.
    No final, o fato de ser indispensável, passa a ser um péssimo negócio para ele, enfim, você se torna um problema.

    Soh vou deixar um frase em italiano, muito repetida por profissionais de lah:
    “il sucesso di un vero professionlista non dipendi del lavoro che ci prendano ma da quellee che si lascianno”

    Eu deixei projetos grandes nos quais não tinha mais satisfação pessoal…
    Eu hoje, faco de tudo para investir em projetos independentes.
    O meu site pessoal, minhas consultorias e o podcast ELASPOD andam a milhão.

  29. Wellington Rodrigues disse:

    E quando dizem que vc é um diamante e não lhe pagam o valor que está na vitrine ao lado ? Será mesmo que sou um diamante ou não passo de uma banana ? Ser ou fazer tudo é ser mesmo completo ? Será que ‘Programador’ de verdade precisa saber fazer layout ou ele tem ambição ou desejo de dizer ‘Faço tudo’ ?

  30. Felipe Rodrigues disse:

    Excelente artigo.
    Já estudei tableless, mas muito vagamente porque me foi dado em um curso com CSS. Pretendo me especializar na Visie em cursos presenciais. Gostaria de saber se existe um calendário de turmas.

    Sugestão: Já pensaram em cursos de Programação Visual. Pra mim, tem sido um grande diferencial. É mais teoria, mas conta muito.

  31. João Prado disse:

    Você se esqueceu de mencionar o péssimo português que a maioria dos bananas utilizam.

  32. Pedro Vilas Boas disse:

    Pois é, pois é…
    e o mais engraçado de tudo, ser “diamante” na vida não é dificil.

    Eu não sou da área de informática mas já tive experiência em webdesign na era antes-Ajax. Mesmo não estando nesse caminho virtual eu *sempre* me interesso em ler e acomapanhar a evolução web.
    Me cadastro em todos essas porcarias de bookmarks-compartilhado (é bom? é! Mas é tudo uma redundância…).

    Particularmente, acho que tem tanta coisa que foi criada por impolgação na era “Ajaxian”. Listas de coisas a fazer, agendinhas online, lugares que deseja visitas, desejos… http://www.43things.com é um belo exemplo da falta do que fazer.

    A maior parte dessas novas aplicações só são feitas para os amadores de tecnologia e internet. Eu não vejo nenhum “usuário normal” frequentando tais serviços. Não têm um valor consistente…

    Eu não sei por que estou escrevendo isso, mas poderia ser outra coisa discutida um dia… a necessidade da própria criação de uma aplicação web, por exemplo, o quanto aquilo seria vital para o usuário.
    Dezenas de amigos que tenho e não sabem o que é del.icio.us( Aliás, já viram as tags populares de lá? quase todas relacionadas a desenvolvimento, design, e coisas que não são úteis ao “usuário normal”)

    E ainda as infinitas vantagens do papel, no artigo “Quem precisa de Web 2.0?”.
    http://www.lifehacker.com/software/feature/getting-to-done-long-live-paper-151164.php

    Outra leitura interessante é “Work More, Do Less With Tech”.
    http://www.wired.com/news/wireservice/0,70274-0.html?tw=rss.index

    Obrigado pelo espaço, Elcio. Eu realmente detesto ter que me cadastrar pra comentar.
    A e desculpa pela fuga do tema, mas achei interessante pôr isso.

    Abraços!

  33. Dawson disse:

    Sinceramente quando li a chamada do artigo e ainda mais envolvendo o fireworks vim “bufando” para ler… Mas sicneramente o artigo fala verdades que algumas pessoas nao quero ver, hoje qualquer cursinho de esquina forma “webdesigners” aonde somente os programas sao ensinados e nao tem aulas de teoria e muito menos de tendencia do mercado… ou seja cursos assim sao administrador por mercenarios. Agora falar que o fato de se ter Fireworks no curriculum nao muda nada, Photoshop muito menos!
    Em cada buraco tem um que sabe mexer com Photoshop. Não estou desmerecendo o programa realmente ele é muito bom. Mas muitas pessoas hoje em dia não dão valor ao fireworks pois são movidos pela massa que acha que photoshop faz tudu, só que muitas pessoas não param para perceber que a Macromedia criou o fireworks para web. Eu trabalho com o fireworks desde de a versão mx dele, adoro o programa, e não gostei de ver nesse tipo de comparação. Eu acredito que seja mais útil um designer ser um desginer e se aprofundar nos programas de sua área do que ele ser um “pau para toda obra” e saber um pouco disso um pouco daquilo, Sinceramente empresas que disponibilizam vagas para webdesigners e pedem inumeros conhecimentos só perdem seu tempo pois nao querem um webdesigner e sim um santo milagreiro. Sou muito mais a favor de Designer ser desginer e Programador ser programador e ambos caminharem juntos para um rumo e as empresas entederem isso, garanto que se um empregador comtratar uma pessoa para criação e outra para programação ele colherá frutos mais bonitos e com qualidade do que aquele “pau para toda obra”, Concordo com a comparação da banana e do diamante, mas alguem ai parou pra pensar que conhecer uma porção de programas faz a diferença? Eu acredito que o que faz a diferença e o talento e não a lista de programas no seu curriculum.

    bom era isso acho que já enchi muito o saco de voces com um texto desse tamanho né hehehehhe

    bom fui

    Dawson Ricardo

  34. Vou comentar bem por alto:
    sem Photoshop ou Fireworks, as imagens que constituem o layout do próprio site da Visie simplesmente não existiriam.
    Flash? Flash é uma ótima ferramenta, o problema é que as pessoas acham que Flash são ‘apenas animações’, enquanto você pode desenvolver boas aplicações utilizando-se do actionscript.
    Venho mexendo com Web com seriedade a 3 anos, desenvolvendo sistemas para Intranets, e quando comecei, fazia queries em tabelas, como toda pessoa que mexe com PHP sem compromisso com layout.
    Depois que conheci o Tableless, comecei a me utilizar dos padrões, que eu sempre me esforcei em manter mesmo enquanto programo em PHP, mas ainda assim encontro dificuldades.
    Mas o que realmente é interessante é que eu não trabalho essencialmente com Web; isso é a minha diversão. Trabalho com redes Linux e Windows!
    A web é uma ferramenta que nos dá demais, e não sabemos aproveitá-la.
    Mas dominar partes cruciais de uma ferramenta, como actionscript, ou saber mexer com macros e layers de um Photoshop da vida (coisa que poucos da área sabem) ajuda bastante.
    E garanto: quem conhece os padrões e sabe usar as ferramentas certas de maneira ágil consegue seu espaço.
    Mas ‘aquele cursinho da esquina’ não adianta. O que adianta é o esforço no aprendizado.
    Um dia eu ainda faço o curso de ajax da Visie 😉

  35. Wlliam - nex disse:

    Achei meio extremista o artigo. Não é porque você não é sabichão do CSS-RSS-OLELE… você vai ser um lixo!! Cada um tem suas características próprias. O melhor profissional é aquele que se adequa ao projeto, e aprende o que for possivel para chegar no resultado. E ah!! Vender é bom também. Se você não for expert nas vendas morre de fome também. O recado está dado. Bom, vou nessa… Todos somos da mesma galera, e o importante nisso tudo é ser democrático e humilde para ajudar e auxiliar as pessoas, no que não sabe, o no conteudo que nós produzimos. O mundo lá fora é cão, mas aqui dentro, é uma rede. Todos integrados em torno de um resultado em comum.

  36. Frederico disse:

    Acredito que o que o objetivo do artigo foi mostrar que o mercado está tao complicado e difícil que imaginem se vc nao tiver um diferencial.Fica mais difícil ainda.Quanto ao comentarios de muito sobre os empregadores pagarem preço de banana para um diamante, isto é muito relativo.Ex:>vc manda uns curriculos e ja desiste na segunda oferta que te mandam dizendo:”Eu mereço mais que isso!” Eu pergunto:” Será ?” Agora vamos admitir que realmente voce é muito bom. Como já foi dito o mundo não é cor de rosa,desculpe-me dar esta informação para aqueles que não sabiam,não chorem,arregaçem as mangas e vão a luta. Perguntem para seu pai ou amigos…de preferencia os mais velhos ,depois de quanto tempo de carreira ele conseguiu um salário realmente compativel com o que ele sabia em relação a sua profissão.Garanto que não foi nos 5 primeiros anos.Peguem aquela foto que está guardada nas coisas de sua mãe e vejam as festas de aniversário de quando vc era pequeno e veja o padrao que seus pais tinham e comparem com hoje em dia.(não se aplica aqueles que já vem de família rica(-Avô,herança..). Converesem com seus pais e perguntem como foi o inicio de suas carreiras… Enfim, antes de se acharem Deuses da informática porque usam programas de designers ou programam em tal linguagem…não esqueçam que existe uma ordem natural na vida para as coisas acontecerem, a nao ser que vc invente um programa que substitua o windows e em menos de um ano esteja instalado em todas as máquinas do mundo,daí tudo bem. Estudem,estudem,estudem..quando cansar estudem mais,estudem,estudem… não importa o que vai estudar:java,php,asp,fireworks,DW… com certeza vai chegar sua hora, seu trabalho vai ser reconhecido e ai vc vai ver que voce deixou de ser banana e agora é um diamante.Aquilo que vc faz tem que ser o melhor e uma hora vc vai ser reconhecido e até lá nao pare de se aperfeiçoar para não ficar atrasado. E nao esqueça o comparativo: ” No futebol para se fazer um gol, precisa-se chutar varias vezes”. Valeu pessoal.Sucesso a todos!!!

  37. Manoel Netto disse:

    Ótimo texto. Infelizmente é uma realidade oque disseram sobre o mercado querer pagar preço de banana por diamantes (eu sempre digo que os clientes querem ter um site Ferrari, pagando preço de um Fusca). Isso é uma tendência do Brasil. Tive a oportunidade de trabalhar com clientes estrangeiros e eles não costumam questionar ou barganhar seu trabalho.
    Cabe a nós, os profissionais, reconhecermos o nosso valor e praticar os valores justos do nosso trabalho.
    Com relação a Fireworks, Photoshop, etc … Imagine o currículo de um pedreiro, marceneiro ! Ele vai escrever que sabe trabalhar com Martelo, Serrote, Serra Tico-Tico, etc etc … Isso são apenas ferramentas de trabalho. Oque importa é o que ele sabe fazer e não com que software ele trabalha. Importa realmente que ele trabalhe bem.
    Faculdade é bom ? É ótimo ! Mas não é imprecendível. Conhecimento afinal, nunca é demais. Teoria é bom, mas não é tudo. Prática sem teoria muitas vezes não funciona …
    Então, meu amigos, a diferença do diamante é justamente saber equilibrar isso e ter um resultado maior que o esperado, se destacar da multidão. Mas se você ainda não puder ser um diamante, seja uma turmalina, uma pérola, um rubi … mas não seja uma banana 🙂

  38. Tiago disse:

    Sobre a faculdade:
    fala isso para minha mãe…
    Muito bom!!!(agora vi que tenho que estudar mais!!!)
    Continue assim!!!

  39. Edson disse:

    HAHAHAHA… O maior problema que vão encontrar entre a sua linha de pensamento (banana) e a minha (classifique como quiser) é que não é o fato de oferta e procura que o torna valioso ou não. É o que você faz dela. Se diamante fosse de fato tornar pessoas valiosas, não existiam mega empresas de exportação de banana e sim de garimpo de diamante. O que vale realmente no mundo capitalista não é o problema e sim a solução para o problema. Lamento, mas a sua crítica vale para empregados (o que as escolas formam) e não para empregadores.

  40. Lucas Marçal disse:

    Salve

    legal o texto mas, eu realmente não gostei da comparação com o Fireworks, acho que como linguagens de programação o que diferencia o resultado final não é a linguagem em si, mais sim o programador, um bom programador em php faz coisas legais, um bom programador em Coldfusion faz coisas mais legais ainda =) (zuera galera ) guardando as devidas proporções de características próprias a ferramenta influencia muito pouco no resultado final, eu realmente acredito que vc tem que ser diamânte, mais talvez a forma como isso é colocado é que está errado, na minha opnião as profissões do futuro para web, todas estão integralmente ligadas a Flash Platform, pense comigo, Mobile, Tv Digital, Vídeos, infelizmente como um leitor ai acima comentou, as pessoas (geralmente com perfil de pessoas que lê esse tipo de blog aqui), não conhecem as verdadeiras funcionalidades da Flash Platform, agora, será que com todas essa outras coisas que foram ditas ai vcs serão diamantes ? acredito que não, pessoal me desculpe já estou na web a muito tempo e vamos concordar que algumas coisas atuais ( não vou citar nomes pra não causar uma confusão ) são “Modinhas”, vamos tentar nos unir e desenvolver coisas realmente funcionais para usuários simples, e deixar de dizer que por exemplo del.icio.us é legal, pq num é … acho que o que existe atualmente é uma constante vontade de nós desenvolvedores, provar para um ou para vários que isso é melhor que aquilo, que AJAX é melhor que Flash e Vice e versa, vamos parar, eu já tenho minha opinião formada, ninguém muda isso, eu já ganho bastante dinheiro com isso, e não tem pq mudar, vcs que gostam de CSS/XHTML/DHTML/js/HTML e tal, tb não vão mudar, então vamos cada um na sua área como o Elcio disse, ser Diamantes, e em um futuro não tão distante, veremos quem estava certo.

    grande abraço

    me desculpe pelo texto grande.

  41. Heli Meurer disse:

    Eu procuro um profissional de desenho que tenha excelentes idéias, que tenha noção de usabilidade e estética, que seja inovador e que esteja ligado as reais possibilidades futuras do mercado. Procuro alguém que saiba projetar e para isso use métodos (integrar mercadologia, engenharia e desenho). Que saiba trabalhar em equipe e que entenda o real desejo do usuário final, e não cliente boca aberta. O profissional que procuro precisa saber photoshop e freehand para expor suas idéias de forma mais óbvia para que os bons técnicos que trabalham na minha empresa faça exatamente o que ele irá pedir para eles fazerem. . Precisa saber tb Ulm e bauhaus. Esses bons técnicos precisam saber jsp, html, asp, css, whtml rational, Ulix rubus fobus, hahah, e todas aquelas viagens pós-modernas do ambiente digito-virtual. Por um preço de banana arrumo qualquer técnico desses. Agora, o desenhador de verdade é peça rara, e talvez tenha que importá-lo da Suécia onde as universidades são de verdade – não esses cursinhos para papagaios do Brasil.

  42. Renato Rosa disse:

    Primeiramente eu acredito que o valor real de qualquer produto ou serviço efetivamente regulamenta o seu preço. Esse valor, e eu não estou dizendo preço, é composto por vários fatores. A oferta e a procura é apenas um deles.

    Quando comentas sobre a atuação acadêmica, das pessoas que te enviam currículos, acho que existe sim um enorme vácuo entre a academia e o mercado. Eu diria que o grande desafio, pra quem quer se formar um “designer” é preencher essa lacuna, aplicando conceitos e conhecimentos tácitos à atividade que exerce. Tudo isso com aderência à política de negócios da empresa e ao seu produto.

    Sobre cursos, formação multidisciplinar e até o que você define como valor agregado, eu discordo com suas idéias – se é que eu entendi. Não acho interessante um profissional que saiba fireworks, dreamweaver, flash e photoshop e ainda se defina como um “webdesigner”. Seria o mesmo dizer que sei manipular um bisturi, um serrote, um fórceps e uma agulha, me definindo como “médico”. Sou a favor da especialização unidisciplinar e de conhecimentos multidisciplinares, caso estes últimos entrem em intersecção com as etapas ou atividades do meu trabalho.

    Ahh, parabéns pela enorme quantidade de expressões e tecnologias que trabalhas.

  43. José WIlker disse:

    realmente, encontrar uma pessoa hoje em dia que trabalhe com tudo isso é ralado, no brasil e no mundo é o que mais tem vagas para quem monte o design e a programe o site por completo. mas tem nego que so sabe programar e nao sabe nada de design e nao tem inspiração pra nada. e outros sabem tudo de design mas nao param pra estudar programação por que nao tem figurinhas. é incrivel isso. mas acredito que essa realidade irá mudar se Deus quiser e os profissionais irão parar de dizer que não tem vaga no mercado pra eles. 😀 valeu.

    O Texto foi mto bom! 🙂

    eu sou a favor das faculdades, mas nao sou a favor de que os empregadores a utilizem como peso 10 na hora da contratação sem visualizar o curriculo do cidadão por um todo, verificando os locais ja trabalhados o que ele ja desenvolveu e sua experiencia profissional.

    é isso aew!!! 😀

    abração pra todos.

    novamente, muito bom o texto.

  44. Algumas pessoas não entenderam que o crítica não foi feita ao Fireworks, ao Photoshop ou qualquer outro software. O texto quer dizer que saber isso não basta. Pouco importa se você usa o Fireworks ou o Photoshop para imagens, tanto faz se você escreve HTML no Dreamweaver ou no BlueFish. Só fazer isso não adianta nada, qualquer um pode fazer.

    O texto fala que é necessário ser diferente se você quiser ser tratado de maneira diferente. Você precisa agregar valor ao seu trabalho, e existem inúmeras formas de se fazer isso. Ser apenas um “webdesigner” é fácil, eu mesmo que não sou profissional da área poderia criar sites e ainda sim tenho certeza que posso criar sites melhores do que os criados por gente que se diz designer e tem treinamentos na área.

    Estar na média não basta. Fireworks foi só um exemplo de algo que é comum e qualquer pessoa “da área” conhece.

  45. Bruno Santos disse:

    Parabáns otimo artigo. o problema é que esses “webdesigners de esquinas” fazem o salario da classe cair muito. e degrine a profissão.

  46. mandou mto bem élcio.. parabéns… esses “webdesigners” tinham q ouvir isso 😀

    akele abraço

  47. João Paulo disse:

    Ok, não vou discutir a sua estratégia de venda de cursos, mas uma coisa pode ser dita com mais clareza: este é o ponto-de-vista de alguns empregadores brasileiros. Querem o máximo de lucro e o mínimo no investimento em pessoas. Faz me lembrar de uma empresa aérea que estendia tapetes vermelhos aos seus clientes na época das vacas gordas e quando a competição acirrada por preços a fez mudar de estratégia deu as costas para a sua clientela. Quanto à formação do profissional “multi-tarefas” talvez deva-se seguir o exemplo do maior país capitalista do mundo, onde a especialização é norma. Procurem por um site de empregos dos EUA e verão a quantidade de funções existentes.
    E poderia-se seguir também o exemplo dos grandes países capitalistas do mundo quanto à formação profissional, na qual as universidades desempenham um papel de vanguarda, longe das fórmulas prontas onde estão incluídos os pseudo-modernismos tecnológicos.
    Finalmente, nestes países nas quais deveríamos nos espelhar a profissiionalização empresarial não tem termos de comparação com a maioria dos nossos empresários e isso fica evidente nos anúncios de jornal daqui pedindo por um profissional multi-tarefas que não existe e nunca vai existir.

  48. […] Visie Treinamentos Web – Élcio Ferreira e Diego Eis […]

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