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Cada segundo a mais no seu site custa 7% de conversão: o guia de Core Web Vitals para 2026

Core Web Vitals são as três métricas do Google que medem a experiência real do usuário: LCP (tempo de carregamento do maior elemento, meta abaixo de 2,5s), INP (resposta à interação, meta abaixo de 200ms) e CLS (estabilidade visual, meta abaixo de 0,1). Cada segundo a mais de carregamento reduz a conversão em cerca de 7% no e-commerce.


Tem uma conta que quase nenhum diretor de marketing faz, e que muda a prioridade da semana quando aparece na tela.

Um site que fatura 100 mil por ano e demora um segundo a mais para carregar do que poderia está deixando cerca de 7 mil na mesa. Não em teoria. É a média medida em estudos de performance de e-commerce: cada segundo adicional de carregamento derruba a conversão em torno de 7%.

Agora coloque isso na escala de uma operação grande. O número deixa de ser detalhe técnico e vira linha de receita.

O que o Google realmente mede

Core Web Vitals são três métricas, e vale entender o que cada uma pega, porque elas falham por motivos diferentes.

LCP, Largest Contentful Paint. Mede quanto tempo o maior elemento visível leva para aparecer. A meta é abaixo de 2,5 segundos. Análises de milhares de sites de e-commerce apontam que a conversão ótima aparece com LCP abaixo de 1,8 segundo, ou seja, a meta oficial é o mínimo, não o ideal.

INP, Interaction to Next Paint. Mede a resposta do site à interação do usuário. É a métrica mais nova e a que mais pega gente de surpresa. Ela substituiu o antigo FID em março de 2024. A diferença importa: o FID media só a primeira interação da sessão. O INP observa todas e reporta a pior. Um site que parecia rápido no teste antigo pode falhar no novo, porque agora conta aquele clique que travou meio segundo no meio da jornada. A meta é abaixo de 200 milissegundos.

CLS, Cumulative Layout Shift. Mede estabilidade visual. É aquela experiência irritante de ir clicar num botão e a página pular porque uma imagem carregou atrasada. A meta é abaixo de 0,1.

O tamanho real do problema

Segundo o Chrome UX Report, 87% dos sites falham em pelo menos uma das três métricas essenciais. Não é um problema de nicho. É a regra, não a exceção.

E o mais comum é a empresa não saber em qual das três está falhando, porque o site “parece rápido” para quem o construiu, testando de um computador bom, numa rede boa, com o cache quente. O usuário real está no celular, numa rede instável, na primeira visita. É a experiência dele que o Google mede.

Por que isso é problema de marketing, não só de TI

Aqui está o nó. Performance de site cai numa terra de ninguém. O marketing acha que é assunto de tecnologia. A tecnologia trata como dívida técnica que entra na fila. E ninguém dono do número de conversão está olhando LCP toda semana.

Só que a conta de receita é do marketing. Quando a lentidão derruba a conversão, quem responde pela meta é o CMO, não o time de infraestrutura. Por isso Core Web Vitals precisa virar pauta compartilhada, com alguém do lado do negócio acompanhando, não só um gráfico esquecido no painel do desenvolvedor.

Por onde a correção costuma passar

Não existe bala de prata, mas os culpados se repetem. Imagens pesadas sem compressão nem formato moderno. JavaScript demais bloqueando a renderização. Fontes que travam o texto. Servidor lento na primeira resposta. Elementos sem dimensão reservada, que empurram o layout ao carregar.

Cada um desses tem correção conhecida. O que falta, quase sempre, é alguém tratar performance como projeto contínuo, com medição no ambiente real do usuário, e não como faxina pontual antes de uma campanha.

Onde a Visie entra

A Visie construiu o e-commerce da Aramis na VTEX com foco em performance justamente porque, no varejo, velocidade é conversão e conversão é receita. Não é sobre passar num teste do Google. É sobre a pessoa terminar a compra antes de desistir.

Se você suspeita que o seu site está deixando receita na mesa por lentidão, dá para medir isso com precisão, no ambiente real, e priorizar o que move o ponteiro. Vamos conversar?

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