Em 2025 e 2026, a ANPD deixou de ser autarquia e passou a ser Agência Nacional de Proteção de Dados, com autonomia financeira, carreira própria de especialistas e fiscalização temática por setor. Essa fiscalização LGPD 2026 é mais estruturada, e as multas podem chegar a 2% do faturamento da empresa, limitadas a R$ 50 milhões por infração.
Por cinco anos, a LGPD conviveu com uma percepção perigosa no mercado: a de que “não estava pegando”.
Poucas multas, fiscalização reativa, um órgão sem estrutura para dar conta. Muita empresa leu isso como permissão para deixar a conformidade para depois.
Esse cálculo mudou, e mudou de forma estrutural.
O que aconteceu com a ANPD
Em outubro de 2025, o Congresso converteu em lei a MP 1.317/25 e a ANPD deixou de ser autarquia para virar oficialmente uma agência reguladora. Isso não é detalhe burocrático. Passou a ter autonomia funcional, técnica, decisória, administrativa e financeira, carreira própria com dezenas de especialistas em regulação e fiscalização, e estrutura equivalente às demais agências do país.
Traduzindo: o órgão que antes não tinha braço para fiscalizar passou a ter. E órgão com estrutura fiscaliza.
A fiscalização deixou de ser sorte
A mudança mais relevante para o dia a dia é como a ANPD passou a agir. Antes, o padrão era reativo, agir depois de uma denúncia ou de um vazamento que viralizasse. Agora é temática e setorial.
Em dezembro de 2025, a ANPD publicou o Mapa de Temas Prioritários para 2026 e 2027, com quatro eixos: direitos dos titulares, com foco em dados biométricos, de saúde e financeiros; proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital; poder público; e inteligência artificial. Em novembro de 2025, lançou um Painel da Fiscalização com transparência pública dos processos em curso.
Ou seja, dá para saber quais setores estão na mira. E se o seu está na lista, contar com a sorte deixou de ser estratégia.
O tamanho da conta
As multas da LGPD podem chegar a 2% do faturamento da empresa no último exercício, com teto de R$ 50 milhões por infração. Para violação continuada, há multa diária com o mesmo teto. Quem ignora uma notificação da ANPD vê o valor acumular por dia.
E as infrações mais autuadas não são exóticas. São o básico mal feito: ausência de base legal para tratar dados, vazamento, falta de transparência com o titular, não atender aos direitos de quem pede acesso ou exclusão, e segurança da informação precária.
Por que isso é problema de arquitetura, não só de jurídico
Aqui está o ponto que o CIO precisa levar para a mesa. Conformidade com LGPD não se resolve só com política no papel e termo de consentimento no rodapé do site. Ela se resolve na arquitetura.
Saber onde cada dado pessoal está, quem acessa, por quanto tempo fica guardado, como é apagado quando o titular pede. Isso é engenharia de dados e desenho de sistema. Uma empresa com sistemas em silo, sem integração, sem controle de acesso claro, está exposta por construção, por mais bem escrito que seja o contrato.
É por isso que a pauta migrou do jurídico para a tecnologia. O risco mora no sistema.
Conformidade que vira vantagem
Tem um outro lado, e ele é estratégico. Num mercado onde a maioria adiou o dever de casa, estar em conformidade de verdade virou diferencial comercial. Cliente grande audita fornecedor. Contrato B2B pede garantia de tratamento de dados. Estar pronto abre porta, além de fechar risco.
Onde a Visie entra
Segurança e conformidade não são camada que se adiciona no fim. São decisão de arquitetura, tomada no começo. A Visie trabalha há vinte anos construindo sistemas em setores sensíveis, como de seguros e financeiro, onde tratar dado errado não é opção. Alper Seguros é um exemplo de aplicação em ambiente regulado e exigente.
Se a sua empresa está num setor prioritário da ANPD, ou se a conformidade hoje depende mais de sorte do que de arquitetura, vale olhar isso antes que a fiscalização olhe. Vamos conversar?